Mauro Beting

Mauro Beting


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27 Março 2024 - 09:55 - Atualizar: 27 Março 2024 - 10:34

Eu até posso recriminar João Gomes por esticar aquela perna como alavanca contra o melhor homem no Bernabéu - e potencial para ser o melhor do mundo como Yamal, 16. Mas não marcaria o primeiro pênalti com que Rodri abriu o placar.  Eu só posso recriminar ainda mais o árbitro português pela reincidência ao marcar outro pênalti mais absurdo para a Espanha em sua melhor exibição em anos. Outro que Rodri guardou contra o ótimo Bento, na 11ª oportunidade de gol espanhola no amistoso alucinante. Eu também posso criticar Carvajal pelo tolo pênalti cometido que Paquetá converteu, aos 51 minutos, na sétima chance de gol brasileira. Posso criticar ainda mais o instável Unai Simón pela exacerbada saída apoiadas que doou o gol a Rodrygo, o primeiro brasileiro. Fazendo o que podia ser uma goleada espanhola no primeiro tempo de domínio completo e sufocante virar apenas um 2 a 1.

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Mas agora é hora de elogiar. Dorival por enfim voltar com quem deveria ter começado o clássico. Endrick no comando, Rodrygo por todos os lados, Vini puxando os contragolpes. Para tentar empatar um jogo que o talento de Olmo foi exemplar para o golaço que até caneta teve no excelente Beraldo.

O mais lindo gol da noite. Só menos emocionante que o segundo brasileiro. No segundo toque na bola de Endrick. Uma pancada típica de canhota. Numa sobra que só os predestinados ganham de bandeja. De lambuja. Por só os que enxergam antes saberem onde devem ficar. Onde devem estar. Como ele foi estar com os pais na celebração.  Numa linda cena que veremos dezenas de vezes: gol de Endrick no Bernabéu. Gol do Real Madrid.

Gol do real talento brasileiro. Gol de um craque de presente. De um futuro que não tem erro. E que ajudou a duro tour de estreia de Dorival a virar as previsões (também minhas) e os narizes torcidos. A fazer o torcedor ver futuro não não só no presente que é Endrick. Mas também com um time mais consistente sem a bola. E com bola para jogar mais futebol. 

Ou jogar a bola pro futuro tridente madridista e ser mais feliz. Jogando brasileiro. Hoje e sempre. 

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